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quarta-feira, 15 de outubro de 2014
sábado, 6 de setembro de 2014
Slown Fashion - Desaceleração do consumo
Como o próprio nome sugere, o Movimento Slow - em tradução literal, "ir mais lento" - busca a libertação do culto à velocidade.
Na tentativa de reparar os imensos danos que foram – e estão sendo – causados, o ideal de consumo excessivo pregado pelo fast fashion tem se tornado cada vez mais obsoleto, uma vez que a indústria da moda coopera para o esgotamento de combustíveis fósseis e a danificação do meio ambiente é constante, afetando desde reservatórios de água doce – que estão se esgotando devido às irrigações de plantações de algodão – ao ecossistema que é alterado pelo uso de pesticidas e outros compostos químicos.
Nesse contexto, nos deparamos com uma necessidade de consumo consciente e uma forma de produção inteligente, não só na moda, mas também nos demais setores.
É a partir dessa necessidade de consumo e produção conscientes que surge o slow fashion, uma resposta à deterioração causada pelos métodos do fast fashion, que possui o objetivo de desacelerar a moda e incentivar um processo sustentável, atentando para a qualidade, durabilidade e criatividade.
E quando toda esta importância é depositada na produção de uma roupa, o próprio consumidor acaba estabelecendo uma relação mais emocional com a peça. Aqui faz muito mais sentido investir em peças que durem mais e que sigam imunes às temporadas de moda. Comprar roupas em brechós, trocar peças entre amigos, doar o que ficou encostado no armário e até mesmo fazer as próprias roupas também são atitudes caras ao movimento de pegada sustentável. Desacelerar os delírios de consumo também seria promover o estilo pessoal e considerar o que realmente é importante na hora de vestir.
Usar e comprar roupas de brechós é uma forma de aumentar a vida útil da peça. Ao contrário do que muitos pensam, poder usar a mesma roupa por anos não é sinônimo de um guarda-roupas clichê e old fashion e sim de um estilo clássico e atemporal.
Como manifestação global, não é novidade no resto do mundo que o “Fast Fashion” é um modelo insustentável. Nas palavras de Dilys Williams, diretora do Centre for Sustainable Fashion na London College of Fashion, a moda deveria ser um exercício de criar identidades e se relacionar com as roupas, mas hoje é “baseado em uma constante adrenalina e excitação de compra.
Não existe antecipação, sonho. Nada dura e nada é procurado. Cada um de nós tem um mini-aterro nos nossos closets”.
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